PROVÉRBIOS 28:19-20
19.O QUE lavra a sua terra virá a fartar-se de pão, mas o que segue a ociosos se fartará de pobreza.
20.O homem fiel será coberto de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não ficará impune.
SALMO 119:113-128
Sámech
113.ODEIO os pensamentos vãos, mas amo a tua lei.
114.Tu és o meu refúgio e o meu escudo; espero na tua palavra.
115.Apartai-vos de mim, malfeitores, pois guardarei os mandamentos do meu Deus.
116.Sustenta-me conforme a tua palavra, para que viva, e não me deixes envergonhado da minha esperança.
117.Sustenta-me, e serei salvo, e de contínuo terei respeito aos estatutos.
118.Tu tens pisado aos pés todos os que se desviam dos teus estatutos, pois o engano deles é falsidade.
119.Tu tiraste da terra todos os ímpios, como a escoria, por isso amo os teus testemunhos.
120.O meu corpo se arrepiou com temor de ti, e temi os teus juízos.
Aín
121.Fiz juízo e justiça; não me entregues aos meus opressores.
122.Fica por fiador do teu servo para o bem, não deixes que os soberbos me oprimam.
123.Os meus olhos desfaleceram pela tua salvação e pela promessa da tua justiça.
124.Usa com o teu servo segundo a tua benignidade, e ensina-me os teus estatutos.
125.Sou teu servo; dá-me inteligência, para entender os teus testemunhos.
126.Já é tempo de operares, ó SENHOR, pois eles têm quebrantado a tua lei.
127.Por isso amo os teus mandamentos mais do que o ouro, e ainda mais do que o ouro fino.
128.Por isso estimo todos os teus preceitos acerca de tudo, como retos, e odeio toda falsa vereda.
2 PEDRO 2:1-22
1.E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
2.E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.
3.E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas, sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.
4.Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;
5.e não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;
6.e condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente;
7.e livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis.
8.(porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, por isso via e ouvia sobre as suas obras injustas);
9.assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados;
10.mas principalmente aqueles que seguindo a carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as autoridades; atrevidos,obstinados,não receando blasfemar das dignidades;
11.enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor.
12.Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção,
13.recebendo o galardão da injustiça; pois que tais homens têm prazer nos deleites quotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco;
14.tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição;
15.os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filhos de Beor, que amou o prêmio da injustiça;
16.mais teve a repreensão da sua transgressão; o mudo jumento, falando com voz humana; impediu a loucura do profeta.
17.Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva.
18.Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e com dissoluções aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro.
19.prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.
20.Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro.
21.Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado;
22.deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao esponjadouro de lama.
DANIEL 5:1-31
1.REI Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus senhores, e bebeu vinho na presença dos mil.
2.Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os vasos de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas.
3.Então trouxeram os vasos de ouro, que foram tirados do templo da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas.
4.Beberam o vinho, e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira, e de pedra.
5.Na mesma hora apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do castiçal, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo.
6.Mudou-se então o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram, as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro.
7.E gritou o rei com força, que se introduzissem os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores; e falou o rei dizendo aos sábios de Babilônia: Qualquer que ler este escrito, e me declarar a sua interpretação, será vestido de púrpura, e trará uma cadeia de ouro ao pescoço e, no reino, será o terceiro governante.
8.Então entraram todos os sábios do rei; mas não puderam ler o escrito, nem fazer saber ao rei a sua interpretação.
9.Então o rei Belsazar perturbou-se muito e mudou-se lhe o semblante; e os seus senhores estavam sobressaltados.
10.A rainha, por causa das palavras do rei e dos seus senhores, entrou na casa do banquete, e respondeu, dizendo: Ó rei, vive para sempre! Não te perturbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante.
11.Há no teu reino um homem, no qual há o espírito dos deuses santos; e nos dias de teu pai se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria, como a sabedoria dos deuses, e teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, o rei, o constituiu mestre dos magos, dos astrólogos, dos caldeus e dos adivinhadores;
12.porquanto se achou neste Daniel um espírito excelente, e conhecimento, e entendimento, interpretando sonhos e explicando enigmas, e resolvendo dúvidas, ao qual o rei pôs o nome de Beltessazar. Chame-se, pois, agora Daniel, e ele dará a interpretação.
13.Então Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou o rei, dizendo a Daniel: És tu aquele Daniel, um dos filhos dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá?
14.Tenho ouvido dizer a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti, e que em ti se acham a luz, e o entendimento e a excelente sabedoria.
15.Agora mesmo foram introduzidos à minha presença os sábios e os astrólogos, para lerem este escrito, e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras.
16.Eu, porém, tenho ouvido dizer de ti que podes dar interpretação e resolver dúvidas. Agora, se puderes ler este escrito, e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, e terás cadeia de ouro ao pescoço e no reino serás o terceiro governante.
17.Então respondeu Daniel, e disse na presença do rei: As tuas dádivas fiquem contigo, e dá os teus prêmios a outro; contudo lerei ao rei o escrito, e far-lhe-ei saber a interpretação.
18.Ó rei! Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino, e a grandeza, e a glória, e a majestade.
19.E por causa da grandeza, que lhe deu, todos os povos, nações e línguas tremiam e temiam diante dele; a quem queria matava, e a quem queria conservava em vida; e a quem queria engrandecia, e a quem queria abatia.
20.Mas quando o seu coração se exaltou, e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derrubado do seu trono real, e passou dele a sua glória.
21.E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer a erva como os bois, e do orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre o reino dos homens e a quem quer constitui sobre ele.
22.E tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que soubeste tudo isto.
23.E te levantaste contra o Senhor do céus, pois foram trazidos à tua presença os vasos da casa dele, e tu, os teus senhores, as tuas mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeiras e de pedra, que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida, e de quem são todos os teus caminhos, a ele não glorificaste.
24.Então dele foi enviada aquela parte da mão, que escreveu este escrito.
25.Este, pois, é o escrito que se escreveu: MENE, MENE, TEQUEL, PERES, UFARSIM.
26.Esta é a interpretação daquilo: MENE: CONTOU DEUS O TEU REINO, E O ACABOU.
27.TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta.
28.PERES; Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas.
29.Então mandou Belsazar que vestissem a Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro no governo de seu reino.
30.Naquela noite foi morto, Belsazar, rei dos caldeus.
31.E Dario, o medo, ocupou o reino, sendo da idade de sessenta e dois anos.
19.O QUE lavra a sua terra virá a fartar-se de pão, mas o que segue a ociosos se fartará de pobreza.
20.O homem fiel será coberto de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não ficará impune.
SALMO 119:113-128
Sámech
113.ODEIO os pensamentos vãos, mas amo a tua lei.
114.Tu és o meu refúgio e o meu escudo; espero na tua palavra.
115.Apartai-vos de mim, malfeitores, pois guardarei os mandamentos do meu Deus.
116.Sustenta-me conforme a tua palavra, para que viva, e não me deixes envergonhado da minha esperança.
117.Sustenta-me, e serei salvo, e de contínuo terei respeito aos estatutos.
118.Tu tens pisado aos pés todos os que se desviam dos teus estatutos, pois o engano deles é falsidade.
119.Tu tiraste da terra todos os ímpios, como a escoria, por isso amo os teus testemunhos.
120.O meu corpo se arrepiou com temor de ti, e temi os teus juízos.
Aín
121.Fiz juízo e justiça; não me entregues aos meus opressores.
122.Fica por fiador do teu servo para o bem, não deixes que os soberbos me oprimam.
123.Os meus olhos desfaleceram pela tua salvação e pela promessa da tua justiça.
124.Usa com o teu servo segundo a tua benignidade, e ensina-me os teus estatutos.
125.Sou teu servo; dá-me inteligência, para entender os teus testemunhos.
126.Já é tempo de operares, ó SENHOR, pois eles têm quebrantado a tua lei.
127.Por isso amo os teus mandamentos mais do que o ouro, e ainda mais do que o ouro fino.
128.Por isso estimo todos os teus preceitos acerca de tudo, como retos, e odeio toda falsa vereda.
2 PEDRO 2:1-22
1.E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
2.E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.
3.E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas, sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.
4.Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;
5.e não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;
6.e condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente;
7.e livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis.
8.(porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, por isso via e ouvia sobre as suas obras injustas);
9.assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados;
10.mas principalmente aqueles que seguindo a carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as autoridades; atrevidos,obstinados,não receando blasfemar das dignidades;
11.enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor.
12.Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção,
13.recebendo o galardão da injustiça; pois que tais homens têm prazer nos deleites quotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco;
14.tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição;
15.os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filhos de Beor, que amou o prêmio da injustiça;
16.mais teve a repreensão da sua transgressão; o mudo jumento, falando com voz humana; impediu a loucura do profeta.
17.Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva.
18.Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e com dissoluções aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro.
19.prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.
20.Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro.
21.Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado;
22.deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao esponjadouro de lama.
DANIEL 5:1-31
1.REI Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus senhores, e bebeu vinho na presença dos mil.
2.Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os vasos de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas.
3.Então trouxeram os vasos de ouro, que foram tirados do templo da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas.
4.Beberam o vinho, e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira, e de pedra.
5.Na mesma hora apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do castiçal, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo.
6.Mudou-se então o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram, as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro.
7.E gritou o rei com força, que se introduzissem os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores; e falou o rei dizendo aos sábios de Babilônia: Qualquer que ler este escrito, e me declarar a sua interpretação, será vestido de púrpura, e trará uma cadeia de ouro ao pescoço e, no reino, será o terceiro governante.
8.Então entraram todos os sábios do rei; mas não puderam ler o escrito, nem fazer saber ao rei a sua interpretação.
9.Então o rei Belsazar perturbou-se muito e mudou-se lhe o semblante; e os seus senhores estavam sobressaltados.
10.A rainha, por causa das palavras do rei e dos seus senhores, entrou na casa do banquete, e respondeu, dizendo: Ó rei, vive para sempre! Não te perturbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante.
11.Há no teu reino um homem, no qual há o espírito dos deuses santos; e nos dias de teu pai se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria, como a sabedoria dos deuses, e teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, o rei, o constituiu mestre dos magos, dos astrólogos, dos caldeus e dos adivinhadores;
12.porquanto se achou neste Daniel um espírito excelente, e conhecimento, e entendimento, interpretando sonhos e explicando enigmas, e resolvendo dúvidas, ao qual o rei pôs o nome de Beltessazar. Chame-se, pois, agora Daniel, e ele dará a interpretação.
13.Então Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou o rei, dizendo a Daniel: És tu aquele Daniel, um dos filhos dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá?
14.Tenho ouvido dizer a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti, e que em ti se acham a luz, e o entendimento e a excelente sabedoria.
15.Agora mesmo foram introduzidos à minha presença os sábios e os astrólogos, para lerem este escrito, e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras.
16.Eu, porém, tenho ouvido dizer de ti que podes dar interpretação e resolver dúvidas. Agora, se puderes ler este escrito, e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, e terás cadeia de ouro ao pescoço e no reino serás o terceiro governante.
17.Então respondeu Daniel, e disse na presença do rei: As tuas dádivas fiquem contigo, e dá os teus prêmios a outro; contudo lerei ao rei o escrito, e far-lhe-ei saber a interpretação.
18.Ó rei! Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino, e a grandeza, e a glória, e a majestade.
19.E por causa da grandeza, que lhe deu, todos os povos, nações e línguas tremiam e temiam diante dele; a quem queria matava, e a quem queria conservava em vida; e a quem queria engrandecia, e a quem queria abatia.
20.Mas quando o seu coração se exaltou, e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derrubado do seu trono real, e passou dele a sua glória.
21.E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer a erva como os bois, e do orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre o reino dos homens e a quem quer constitui sobre ele.
22.E tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que soubeste tudo isto.
23.E te levantaste contra o Senhor do céus, pois foram trazidos à tua presença os vasos da casa dele, e tu, os teus senhores, as tuas mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeiras e de pedra, que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida, e de quem são todos os teus caminhos, a ele não glorificaste.
24.Então dele foi enviada aquela parte da mão, que escreveu este escrito.
25.Este, pois, é o escrito que se escreveu: MENE, MENE, TEQUEL, PERES, UFARSIM.
26.Esta é a interpretação daquilo: MENE: CONTOU DEUS O TEU REINO, E O ACABOU.
27.TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta.
28.PERES; Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas.
29.Então mandou Belsazar que vestissem a Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro no governo de seu reino.
30.Naquela noite foi morto, Belsazar, rei dos caldeus.
31.E Dario, o medo, ocupou o reino, sendo da idade de sessenta e dois anos.
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