PROVÉRBIOS 28:17-18
17.O HOMEM carregado do sangue de qualquer pessoa fugirá até à cova; ninguém o detenha.
18.O que anda sinceramente salvar-se-á, mas o perverso em seus caminhos cairá logo.
SALMO 119:97-112
Mem
97.OH! quanto amo a tua lei! é a minha meditação em todo o dia.
98.Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio do que os meus inimigos; pois estão sempre comigo.
99.Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação.
100.Entendo mais do que os antigos; porque guardo os teus preceitos.
101.Desviei os meus pés de todo caminho mau, para guardar a tua palavra.
102.Não me apartei dos teus juízos, pois tu me ensinaste.
103.Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar, mais doces do que o mel à minha boca.
104.Pelos teus mandamentos alcancei entendimento; por isso odeio todo falso caminho.
Num
105.Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.
106.Jurei, e o cumprirei, que guardarei os teus justos juízos.
107.Estou aflitíssimo; vivifica-me, ó SENHOR, segundo a tua palavra.
108.Aceita, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca, ó SENHOR; ensina-me os teus juízos.
109.A minha alma está de contínuo nas minhas mãos; todavia não me esqueço da tua lei.
110.Os ímpios me armaram laço; contudo não me desviei dos teus preceitos.
111.Os teus testemunhos tenho eu tomado por herança para sempre, pois são o gozo do meu coração.
112.Inclinei o meu coração a guardar os teus estatutos, para sempre, até ao fim.
2 PEDRO 1:1-21
1.SIMÃO Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo.
2.Graça e paz vos sejam multiplicadas, pelo conhecimento de Deus, e de Jesus nosso Senhor.
3.Visto como o seu divino poder nos deus tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude;
4.pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo;
Fé: Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” (Hebreus 11:1)
Virtude: 1.Qualidade de excelência moral (Fp 4:8). 2. Poder (1 Pe 2.9)
Ciência: Soma de conhecimentos práticos da vida; sabedoria. (Dn 1:4; Jó 21:22; At 7:22; 1 Co 8:1, 13:8)
6.e à ciência a temperança, e à temperança a paciência; e à paciência a piedade,
7.e à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade.
8.Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.
9.Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados.
10.Portanto, irmãos, procurais fazer cada vez mais firmes a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto nunca jamais tropeçareis.
11.Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
12.Por isso não deixarei de exortar-vos sempre acerca destas coisas, ainda que bem as saibais, e estejais confirmados na presente verdade.
13.E tenho por justo, enquanto estiver neste tabernáculo, despertar-vos com admoestações,
14.sabendo que brevemente hei de deixar este meu tabernáculo, como também nosso Senhor Jesus Cristo já mo tem revelado.
15.Mas também eu procurarei em toda a ocasião que depois da minha morte tenhais lembrança destas coisas.
16.Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmo vimos a sua majestade.
17.Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido.
18.E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo.
19.E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações.
20.Sabendo primeiramente isso: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.
21.Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.
DANIEL 4:1-37
1.NABUCODONOSOR rei, a todos os povos, nações e línguas, que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada.
2.Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo.
3.Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas! O seu reino é um reino sempiterno, e o seu domínio de geração em geração.
4.Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa, e próspero no meu palácio.
5.Tive um sonho, que me espantou; e estando eu na minha cama, as imaginações e as visões da minha cabeça me turbaram.
6.Por isso expedi um decreto, para que fossem introduzidos à minha presença todos os sábios de Babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho.
7.Então entraram os magos, os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores, e eu contei o sonho diante deles; mas não me fizeram saber a sua interpretação.
8.Mas por fim entrou na minha presença Daniel, cujo nome é Beltessazar, segundo o nome do meu deus, e no qual há o espírito dos deuses santos, e eu lhe contei o sonho, dizendo:
9.Beltessazar, mestre dos magos, pois eu sei que há em ti o espírito dos deuses santos, e nenhum mistério te é difícil, dize-me as visões do meu sonho que tive e a sua interpretação.
10.Eis, pois, as visões da minha cabeça, estando eu na minha cama; eu estava assim olhando, e vi uma árvore no meio da terra, cuja altura era grande;
11.crescia esta árvore, e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava até ao céu; e era vista até aos confins da terra.
12.A sua folhagem era formosa, e o seu fruto abundante, e havia nela sustento para todos; debaixo dela os animais do campo achavam sombra, e as aves do céu faziam morada nos seus ramos, e toda a carne se mantinha dela.
13.Estava vendo isso nas visões da minha cabeça, estando eu na minha cama; e eis que um vigia, um santo, descia do céu,
14.clamando fortemente, e dizendo assim: Derrubai a árvore, e cortai-lhe os ramos, sacuda as suas folhas, espalhai o seu fruto; afugentem-se os animais de debaixo dela, e as aves dos seus ramos.
15.Mas deixai na terra o tronco com as suas raízes, atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com os animais na erva da terra;
16.seja mudado o seu coração, para que não seja mais coração de homem, e lhe seja dado coração de animal; e passem sobre ela sete tempos.
17.Esta sentença é por decreto dos vigias, e esta ordem por mandado dos santos, a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, a até ao mais humilde dos homens constitui sobre ele.
18.Este sonho eu, rei Nabucodonosor vi. Tu, pois, Beltessazar, dize a interpretação, porque todos os sábios do meu reino não puderam fazer-me saber a sua interpretação, mas tu podes, pois há em ti o espírito dos deuses santos.
19.Então Daniel, cujo nome era Beltessazar, esteve atônito por uma hora, e os seus pensamentos o turbavam; falou, pois, o rei dizendo: Beltessazar, não te espante o sonho, nem a sua interpretação. Respondeu Beltessazar, dizendo: Senhor meu, seja o sonho contra os que te têm ódio, e a sua interpretação aos teus inimigos.
20.A árvore que viste, que cresceu, e se fez forte, cuja altura chegava até ao céu, e que foi vista por toda a terra;
21.cujas folhas eram formosas, e o seu fruto abundante, e em que para todos havia sustento, debaixo da qual moravam os animais do campo, e em cujos ramos habitavam as aves do céu;
22.és tu, ó rei, que cresceste, e te fizeste forte; a tua grandeza cresceu, e chegou até ao céu, e o teu domínio até à extremidade da terra.
23.E quanto ao que viu o rei, um vigia, um santo, que descia do céu, e dizia: Cortai a árvore, e destruí-a, mas o tronco com as suas raízes deixai na terra, e atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e a sua porção seja com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos;
24.esta é a interpretação, ó rei, e este é o decreto do Altíssimo, que virá sobre o rei, meu senhor.
25.Serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer.
26.E quanto ao que foi falado, que deixassem o tronco com as raízes da árvore, o teu reino voltará para ti, depois que tiveres conhecido que o céu reina.
27.Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos teus pecados, praticando a justiça, e às tuas iniquidades, usando de misericórdia com os pobres, pois, talvez se prolongue a tua tranquilidade.
28.Todas estas coisas vieram sobre o rei nabucodonosor.
29.Ao fim de doze meses, quando passeava no palácio real de Babilônia,
30.falou o rei, dizendo: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?
31.Ainda estava a palavra na boca do rei, quando caiu uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Passou de ti o reino.
32.E serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo domina sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer.
33.Na mesma hora se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor, e foi tirado dentre os homens, e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho de céu, até que lhe cresceu pelo, como as penas da águia, e as suas unha como as das aves.
34.Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração.
35.E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?
36.No mesmo tempo tornou a mim o meu entendimento e para a dignidade do meu reino tornou-me a vir a minha majestade e o meu resplendor; e buscaram-me os meus conselheiros, e os meus senhores; e fui restabelecido no meu reino, e a minha glória foi aumentada.
37.Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvor, exalço e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são verdade, e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba.
17.O HOMEM carregado do sangue de qualquer pessoa fugirá até à cova; ninguém o detenha.
18.O que anda sinceramente salvar-se-á, mas o perverso em seus caminhos cairá logo.
SALMO 119:97-112
Mem
97.OH! quanto amo a tua lei! é a minha meditação em todo o dia.
98.Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio do que os meus inimigos; pois estão sempre comigo.
99.Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação.
100.Entendo mais do que os antigos; porque guardo os teus preceitos.
101.Desviei os meus pés de todo caminho mau, para guardar a tua palavra.
102.Não me apartei dos teus juízos, pois tu me ensinaste.
103.Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar, mais doces do que o mel à minha boca.
104.Pelos teus mandamentos alcancei entendimento; por isso odeio todo falso caminho.
Num
105.Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.
106.Jurei, e o cumprirei, que guardarei os teus justos juízos.
107.Estou aflitíssimo; vivifica-me, ó SENHOR, segundo a tua palavra.
108.Aceita, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca, ó SENHOR; ensina-me os teus juízos.
109.A minha alma está de contínuo nas minhas mãos; todavia não me esqueço da tua lei.
110.Os ímpios me armaram laço; contudo não me desviei dos teus preceitos.
111.Os teus testemunhos tenho eu tomado por herança para sempre, pois são o gozo do meu coração.
112.Inclinei o meu coração a guardar os teus estatutos, para sempre, até ao fim.
2 PEDRO 1:1-21
1.SIMÃO Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo.
2.Graça e paz vos sejam multiplicadas, pelo conhecimento de Deus, e de Jesus nosso Senhor.
3.Visto como o seu divino poder nos deus tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude;
4.pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo;
uanto
ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o
que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa
fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
Filipenses 4:8
5.e vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência,Filipenses 4:8
Fé: Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” (Hebreus 11:1)
Virtude: 1.Qualidade de excelência moral (Fp 4:8). 2. Poder (1 Pe 2.9)
Ciência: Soma de conhecimentos práticos da vida; sabedoria. (Dn 1:4; Jó 21:22; At 7:22; 1 Co 8:1, 13:8)
6.e à ciência a temperança, e à temperança a paciência; e à paciência a piedade,
7.e à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade.
8.Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.
9.Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados.
10.Portanto, irmãos, procurais fazer cada vez mais firmes a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto nunca jamais tropeçareis.
11.Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
12.Por isso não deixarei de exortar-vos sempre acerca destas coisas, ainda que bem as saibais, e estejais confirmados na presente verdade.
13.E tenho por justo, enquanto estiver neste tabernáculo, despertar-vos com admoestações,
14.sabendo que brevemente hei de deixar este meu tabernáculo, como também nosso Senhor Jesus Cristo já mo tem revelado.
15.Mas também eu procurarei em toda a ocasião que depois da minha morte tenhais lembrança destas coisas.
16.Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmo vimos a sua majestade.
17.Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido.
18.E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo.
19.E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações.
20.Sabendo primeiramente isso: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.
21.Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.
DANIEL 4:1-37
1.NABUCODONOSOR rei, a todos os povos, nações e línguas, que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada.
2.Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo.
3.Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas! O seu reino é um reino sempiterno, e o seu domínio de geração em geração.
4.Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa, e próspero no meu palácio.
5.Tive um sonho, que me espantou; e estando eu na minha cama, as imaginações e as visões da minha cabeça me turbaram.
6.Por isso expedi um decreto, para que fossem introduzidos à minha presença todos os sábios de Babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho.
7.Então entraram os magos, os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores, e eu contei o sonho diante deles; mas não me fizeram saber a sua interpretação.
8.Mas por fim entrou na minha presença Daniel, cujo nome é Beltessazar, segundo o nome do meu deus, e no qual há o espírito dos deuses santos, e eu lhe contei o sonho, dizendo:
9.Beltessazar, mestre dos magos, pois eu sei que há em ti o espírito dos deuses santos, e nenhum mistério te é difícil, dize-me as visões do meu sonho que tive e a sua interpretação.
10.Eis, pois, as visões da minha cabeça, estando eu na minha cama; eu estava assim olhando, e vi uma árvore no meio da terra, cuja altura era grande;
11.crescia esta árvore, e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava até ao céu; e era vista até aos confins da terra.
12.A sua folhagem era formosa, e o seu fruto abundante, e havia nela sustento para todos; debaixo dela os animais do campo achavam sombra, e as aves do céu faziam morada nos seus ramos, e toda a carne se mantinha dela.
13.Estava vendo isso nas visões da minha cabeça, estando eu na minha cama; e eis que um vigia, um santo, descia do céu,
14.clamando fortemente, e dizendo assim: Derrubai a árvore, e cortai-lhe os ramos, sacuda as suas folhas, espalhai o seu fruto; afugentem-se os animais de debaixo dela, e as aves dos seus ramos.
15.Mas deixai na terra o tronco com as suas raízes, atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com os animais na erva da terra;
16.seja mudado o seu coração, para que não seja mais coração de homem, e lhe seja dado coração de animal; e passem sobre ela sete tempos.
17.Esta sentença é por decreto dos vigias, e esta ordem por mandado dos santos, a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, a até ao mais humilde dos homens constitui sobre ele.
18.Este sonho eu, rei Nabucodonosor vi. Tu, pois, Beltessazar, dize a interpretação, porque todos os sábios do meu reino não puderam fazer-me saber a sua interpretação, mas tu podes, pois há em ti o espírito dos deuses santos.
19.Então Daniel, cujo nome era Beltessazar, esteve atônito por uma hora, e os seus pensamentos o turbavam; falou, pois, o rei dizendo: Beltessazar, não te espante o sonho, nem a sua interpretação. Respondeu Beltessazar, dizendo: Senhor meu, seja o sonho contra os que te têm ódio, e a sua interpretação aos teus inimigos.
20.A árvore que viste, que cresceu, e se fez forte, cuja altura chegava até ao céu, e que foi vista por toda a terra;
21.cujas folhas eram formosas, e o seu fruto abundante, e em que para todos havia sustento, debaixo da qual moravam os animais do campo, e em cujos ramos habitavam as aves do céu;
22.és tu, ó rei, que cresceste, e te fizeste forte; a tua grandeza cresceu, e chegou até ao céu, e o teu domínio até à extremidade da terra.
23.E quanto ao que viu o rei, um vigia, um santo, que descia do céu, e dizia: Cortai a árvore, e destruí-a, mas o tronco com as suas raízes deixai na terra, e atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e a sua porção seja com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos;
24.esta é a interpretação, ó rei, e este é o decreto do Altíssimo, que virá sobre o rei, meu senhor.
25.Serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer.
26.E quanto ao que foi falado, que deixassem o tronco com as raízes da árvore, o teu reino voltará para ti, depois que tiveres conhecido que o céu reina.
27.Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos teus pecados, praticando a justiça, e às tuas iniquidades, usando de misericórdia com os pobres, pois, talvez se prolongue a tua tranquilidade.
28.Todas estas coisas vieram sobre o rei nabucodonosor.
29.Ao fim de doze meses, quando passeava no palácio real de Babilônia,
30.falou o rei, dizendo: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?
31.Ainda estava a palavra na boca do rei, quando caiu uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Passou de ti o reino.
32.E serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo domina sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer.
33.Na mesma hora se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor, e foi tirado dentre os homens, e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho de céu, até que lhe cresceu pelo, como as penas da águia, e as suas unha como as das aves.
34.Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração.
35.E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?
36.No mesmo tempo tornou a mim o meu entendimento e para a dignidade do meu reino tornou-me a vir a minha majestade e o meu resplendor; e buscaram-me os meus conselheiros, e os meus senhores; e fui restabelecido no meu reino, e a minha glória foi aumentada.
37.Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvor, exalço e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são verdade, e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba.
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