PROVÉRBIOS 26:20
20.SEM lenha, o fogo se apagará; e não havendo intrigante, cessará a contenda.
SALMO 101:1-8
1.CANTAREI a misericórdia e o juízo; a ti, SENHOR, cantarei.
2.Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero.
3.Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim.
4.Um coração perverso se apartará de mim; não conhecerei o homem mau.
5.Aquele que murmura do seu próximo às escondidas, eu o destruirei; aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não suportarei.
6.Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá.
7.O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que fala mentiras não estará firme perante os meus olhos.
8.Pela manhã destruirei todos os ímpios da terra, para desarraigar da cidade do SENHOR todos os que praticam a iniquidade.
FILEMON 1:1-25
1.PAULO, prisioneiro de Jesus Cristo, e o irmão Timóteo, ao amado Filemon, nosso cooperador,
2.e à nossa amada Áfia, e a Arquipo, nosso camarada, e à igreja que está em tua casa:
3.Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
4.Graças dou ao meu Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações;
5.ouvindo do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus Cristo, e para com todos os santos;
6.para que a comunicação da tua fé seja eficaz no conhecimento de todo o bem que em vós há por Cristo jesus.
7.Tive grande gozo e consolação do teu amor, ó irmão, as entranhas dos santos foram recreadas.
8.Por isso, ainda que tenha em Cristo grande confiança para te mandar o que te convém,
9.todavia peço-te antes por amor, sendo eu tal como sou, Paulo o velho, e também agora prisioneiro de Jesus Cristo.
10.Peço-te por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões,
11.o qual noutro tempo te foi inútil, mas agora a ti e amim muito útil; eu to tornei a enviar.
12.E tu torna a recebê-lo como às minhas entranhas.
13.Eu bem o quisera conservar comigo, para que por ti me servisse nas prisões do evangelho;
14.mas nada quis fazer sem o teu parecer, para que o teu benefício não fosse como por força, mas, voluntário.
15.Porque bem poder ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que o retivesses para sempre,
16.não já como servo, antes, mais do que servo, como irmão amado, particularmente de mim, e quanto mais de ti, assim na carne como no Senhor:
17.Assim, pois, se me tens por companheiro, recebe-o como a mim mesmo.
18.E, se te fez algum dano, ou te deve alguma coisa, põe isso à minha conta.
19.Eu, Paulo, de minha própria mão o escrevi; eu o pagarei, para te não dizer que ainda mesmo a ti próprio a mim te deves.
20.Sim, irmão, eu me regozijarei de ti no Senhor, recreia as minhas entranhas no Senhor.
21.Escrevi-te confiado na tua obediência, sabendo que ainda farás mais do que digo.
22.E juntamente prepara-me também pousada, porque espero que pelas vossas orações vos hei de ser concedido.
23.Saúda-te Epafras, meu companheiro de prisão por Cristo Jesus.
24.Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores.
25.A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito. Amém.
LAMENTAÇÕES 1:1-22
1.COMO está sentada solitária aquela cidade, antes tão populosa! Tornou-se como viúva, a que era grande entre as nações! A que era princesa entre as províncias, tornou-se tributária!
2.Chora amargamente de noite, e as suas lágrimas lhe correm pelas faces; não tem quem a console entre todos os seus amantes; todos os seus amigos se houveram aleivosamente com ela, tornaram-se seus inimigos.
3.Judá passou em cativeiro por causa da aflição, e por causa da grande servidão; ela habita entre os gentios, não acha descanso; todos os seus perseguidores a alcançam entre as suas dificuldades.
4.Os caminhos de Sião pranteiam, porque não há quem venha à festa solene, todas as suas portas estão desoladas; os seus sacerdotes suspiram; as suas virgens estão tristes, e ela mesma tem amargura.
5.Os seus adversários têm sido feitos chefes, os seus inimigos prosperam; porque o SENHOR a afligiu, por causa da multidão das suas transgressões; os seus filhinhos foram para o cativeiro na frente do adversário.
6.E da filha de Sião já se foi toda a sua formosura, os seus príncipes ficaram sendo como corços que não acham pasto e caminham sem força adiante do perseguidor.
7.Lembra-se Jerusalém, nos dias da sua aflição e dos seus exílios, de todas as suas mais queridas coisas, que tivera desde os tempos antigos, quando caía o seu povo na mão do adversário, e não havia quem a socorresse; os adversários a viram, e fizeram escárnio da sua ruína.
8.Jerusalém gravemente pecou, por isso se fez errante; todos os que a honravam, a desprezaram, porque viram a sua nudez; ela também suspira e volta para trás.
9.A sua imundícia está nas suas saias; nunca se lembrou do seu fim; por isso foi pasmosamente abatida, não tem consolador; vê, SENHOR, a minha aflição, porque o inimigo se tem engrandecido.
10.Estendeu o adversário a sua mão a todas as coisas mais preciosas dela; pois ela viu entrar no seu santuário os gentios, acerca dos quais mandaste que não entrassem na tua congregação.
11.Todo o seu povo anda suspirando, buscando o pão; deram as suas coisas mais preciosas a troco de mantimento para restaurarem a alma; vê, SENHOR, e contempla, que sou desprezível.
12.Não vos comove isto a todos vós que passais pelo caminho? Atendei, e vede, se há dor como a minha dor, que veio sobre mim, com que o SENHOR me afligiu, no dia do furor da sua ira.
13.Desde o alto enviou fogo a meus ossos, o qual se assenhoreou deles, estendeu uma rede aos meus pés, fez me voltar para trás, fez-me assolada e enferma todo o dia.
14.O jugo das minhas transgressões está atado pela sua mão; elas estão entretecidas, subiram sobre o meu pescoço, e ele abateu a minha força; entregou-me o SENHOR nas mãos daqueles a quem não posso resistir.
15.O Senhor atropelou todos os meus poderosos no meio de mim; convocou contra mim uma assembléia, para esmagar os meus jovens; o Senhor pisou como num lagar a virgem filha de Judá.
16.Por estas coisas eu ando chorando; os meus olhos, os meus olhos se desfazem em águas; porque se afastou de mim o consolador que devia restaurar a minha alma; os meus filhos estão assolados, porque prevaleceu o inimigo.
17.Estende Sião as suas mãos, não quem a console; mandou o SENHOR acerca de Jacó que lhe fossem inimigos os que estão em redor dele; Jerusalém é entre eles como uma mulher imunda.
18.Justo é o SENHOR, pois me rebelei contra o seu mandamento; ouvi, pois todos os povos, e vede a minha dor; as minhas virgens e os meus jovens foram levados para o cativeiro.
19.Chamei os meus amantes, mas eles me enganaram; os meus sacerdotes e os meus anciãos expiraram na cidade; enquanto buscavam para si mantimento, para restaurarem a sua alma.
20.Olha, SENHOR, porque estou angustiada; turbadas estão as minhas entranhas; o meu coração está transtornado dentro de mim, porque gravemente me rebelei; fora me desfilhou a espada, em casa está a morte.
21.Ouviram que eu suspiro, mas não tenho quem me console; todos os meus inimigos que souberam do meu mal folgam, porque tu o fizeste; mas, em trazendo tu o dia que apregoaste, serão como eu.
22.Venha toda a sua maldade diante de ti, e faze-lhes como me fizeste a mim por causa de todas as minhas transgressões; porque os meus suspiros são muitos, e o meu coração está desfalecido.
LAMENTAÇÕES 2:1-19
1.COMO cobriu o SENHOR de nuvens na sua ira a filha de Sião! Derrubou do céu à terra a glória de Israel, e não se lembrou do escabelo de seus pés, no dia da sua ira.
2.Devorou o SENHOR todas as moradas de Jacó, e não se apiedou; derrubou no seu furor as fortalezas da filha de Judá, e abateu-as até à terra; profanou o reino e os seus príncipes.
3.No furor da sua ira cortou toda a força de Israel; retirou para trás a sua destra de diante do inimigo, e ardeu contra Jacó, como labareda de fogo que consome em redor.
4.Armou o seu arco como inimigo, firmou a sua destra como adversário, e matou tudo o que era formoso à vista, derramou a sua indignação como fogo na tenda da filha de Sião.
5.Tornou-se o Senhor como inimigo; devorou a Israel, devorou a todos os seus palácios, destruiu as suas fortalezas; e multiplicou na filha de Judá a lamentação e a tristeza.
6.E arrancou o seu tabernáculo com violência, como se fosse a de uma horta; destruiu o lugar da sua congregação; o SENHOR, em Sião, pôs em esquecimento a festa solene e o sábado, e na indignação da sua ira rejeitou com desprezo o rei e o sacerdote.
7.Rejeitou o Senhor o seu altar, detestou o seu santuário; entregou na mão do inimigo os muros do seus palácios; deram gritos na casa do SENHOR, e como em dia de festa solene.
8.Intentou o SENHOR destruir o muro da filha de Sião; estendeu o cordel sobre ele, não retirou a sua mão destruidora; fez gemer o antemuro e o muro; estão eles juntamente enfraquecidos.
9.As suas portas caíram por terra; ele destruiu e quebrou os seus ferrolhos; e seu rei e os seus príncipes estão entre os gentios,
onde não há lei, nem os seus profetas acham visão alguma do SENHOR.
10.Estão sentados na terra, silenciosos, os anciãos da filha de Sião; lançam pó sobre as suas cabeças, cingiram sacos, as virgens de Jerusalém abaixam as suas cabeças até à terra.
11.Já se consumiram os meus olhos com lágrimas, turbadas estão as minhas entranhas, o meu fígado se derramou pela terra por causa do quebrantamento da filha do meu povo; pois desfalecem o menino e a criança de peito pelas ruas da cidade.
12.Ao desfalecerem, como feridos, pelas ruas da cidade, ao exalarem as suas almas no regaço de suas mães, perguntam a elas: Onde está o trigo e o vinho?
13.Que testemunho te trarei: A quem te compararei, ó filha de Jerusalém? A quem te assemelharei, para te consolar, ó virgem filha de Sião?
14.Os teus profetas viram para ti, vaidade e loucura, e não manifestaram a tua maldade, para impedirem o teu cativeiro; mas viram para ti cargas vãs e motivos de expulsão.
15.Todos os que passam pelo caminho batem palmas, assobiam e meneiam as suas cabeças sobre a filha de Jerusalém, dizendo: É esta a cidade que denominavam: perfeita em formosura, gozo de toda a terra?
16.Todos os teus inimigos abrem as suas bocas contra ti, assobiam, e rangem os dentes; dizem: Devoramo-la; certamente este é o dia que esperávamos, achamo-lo, vimo-lo.
17.Fez o SENHOR o que intentou; cumpriu a sua palavra, que ordenou desde os dias da antiguidade; derrubou, e não se apiedou; fez que o inimigo se alegrasse por tua causa, exaltou o poder dos teus adversários.
18.O coração deles clamou ao SENHOR: Ó muralha da filha de Sião, corram as tuas lágrimas como um ribeiro, de dia e de noite; não te dês descanso, nem parem as meninas de teus olhos.
19.Levanta-te, clama de noite no princípio das vigias; derrama o teu coração como águas, diante da presença do SENHOR; levanta a ele as tuas mãos, pela vida de teus filhinhos, que desfalecem de fome à entrada de todas as ruas.
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